Mercado tem alta na exportação da carne de frango

Mercado tem alta na exportação da carne de frango
Os embarques da carne brasileira de frango registram aumento significativo - Divulgação

Em setembro deste ano, as exportações brasileiras da carne de frango cresceram 3,7% e ultrapassaram o total de 500 mil toneladas embarcadas, na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo o levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a receita alcançou US$ 984,2 milhões, resultado 14,7% superior aos US$ 857,9 milhões registrados em setembro do ano passado. Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino da proteína, seguidos pela União Europeia e China. “Esse resultado mantém as exportações brasileiras em patamar elevado, com 500,3 mil toneladas embarcadas e crescimento expressivo da receita, além da diversificação de destinos da carne de frango do País”, analisou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Carne bovina

Os embarques da carne bovina registraram redução de 35% em setembro de 2026, com menor fluxo para a China. O volume da proteína comercializada totalizou 229,3 mil toneladas, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), e reflete a diminuição dos embarques para a China. “Os meses de julho, agosto e setembro foram muito difíceis, por não termos a possibilidade de vender normalmente para a China. Reduzimos quase 90% dos embarques, enquanto as indústrias tiveram um grande avanço nas exportações no primeiro semestre, mostrando a capacidade brasileira de produção e da indústria de processamento”, pontuou o presidente da Abiec, Roberto Perosa. O levantamento apontou ainda que esse recuo encerra um trimestre de menor fluxo para o mercado chinês, após um primeiro semestre de embarques mais intensos em 2026.

Citros

As condições climáticas devem influenciar o mercado de frutas cítricas em outubro, especialmente diante da expectativa de que as temperaturas elevadas associadas ao El Niño favoreçam o consumo de laranja. A avaliação é dos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), e indica que o fator climático poderá limitar a queda dos preços, ainda que temporariamente. As chuvas do mês de setembro, segundo o estudo, já impactaram na disponibilidade dos citros e no comportamento dos preços. Para o mercado de limão tahiti, a oferta restrita durante a entressafra levou os preços ao maior índice do ano. A perspectiva desse resultado é de aumento mais expressivo da oferta do tahiti, no cinturão citrícola paulista, apenas em novembro.

Grãos

As chuvas favoreceram o início da semeadura e o desenvolvimento dos cultivos da primeira safra 2026–2027, inclusive da soja em áreas onde o vazio sanitário já se encerrou. Ao mesmo tempo, impactaram os cultivos de inverno da safra 2025–2026 em diferentes fases de desenvolvimento, principalmente nas regiões com maior registro de chuva. O levantamento faz parte do Monitoramento Climático da Conab, e analisou as principais regiões produtoras de grãos do País, entre os dias 1º e 21 de setembro. Os agricultores poderão ter acesso ao panorama sobre as condições das lavouras, com dados sobre o comportamento das chuvas e o andamento do plantio e da colheita. O boletim está disponível no portal da Conab.

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As chuvas favoreceram os plantios de laranja no mês de setembro