Carne bovina

Carne bovina
A partir de hoje, bloco europeu suspende a compra de carne bovina do Brasil - Divulgação

Pecuaristas e entidades que representam as indústrias de carne bovina manifestaram preocupação diante da suspensão das exportações da proteína para a União Europeia (EU). A partir de hoje, 3 de setembro, a comercialização do produto brasileiro para o bloco europeu está suspensa após a Comissão Europeia informar que não havia recebido garantias sobre o cumprimento das regras apresentadas pelo Brasil. Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) afirmou que vê com preocupação a interrupção das exportações brasileiras de carne bovina para a UE. “Neste momento, os esforços estão concentrados na reinclusão do Brasil entre os países aptos a exportar para o bloco, uma vez que as garantias oficiais do Mapa já foram apresentadas”, diz a nota. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que um protocolo foi criado para controlar o uso de antimicrobianos na cadeia bovina, uma das exigências da Europa para continuar comprando o produto brasileiro.

Milho de primeira safra

A cultura do milho primeira safra registrou um aumento de 41% na produção paulista, segundo o levantamento de previsão e estimativa da safra 2025–2026 do Instituto de Economia Agrícola (IEA). O estudo aponta que o volume de milho de primeira safra atingiu 2,06 milhões de toneladas, além do crescimento de 26,5% na área plantada (277,8 mil hectares) e ganho de 11,5% na produtividade. Para a comercialização, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), avaliou que os preços do grão seguem avançando no mercado brasileiro, especialmente a partir das estimativas de safra recorde do milho no País.

El Niño e impactos na agropecuária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu um conjunto de 163 medidas sistematizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para apoiar a gestão de riscos climáticos na agropecuária. As recomendações consideram os possíveis impactos associados ao fenômeno El Niño na safra 2026-2027 e também propõem ações permanentes de prevenção, adaptação e redução de riscos no campo. Entre as recomendações da Embrapa para as cadeias produtivas, as especificações sinalizam para o manejo do solo, escolha de cultivares, planejamento das operações, estruturas de proteção, drenagem e irrigação. Nesta quinta-feira, 3, um grupo de trabalho instituído pelo Mapa deverá apresentar relatório com propostas e estratégias de adaptação e mitigação diante do fenômeno climático do El Niño.

Déficit de açúcar

A produção mundial de açúcar deverá ficar 200 mil toneladas abaixo do consumo na safra 2026-2027, conforme projeção divulgada nesta semana pela Organização Internacional do Açúcar (ISO). A entidade estimou ainda que no ciclo anterior, de 2025-2026, ocorreu um superávit no mercado global de açúcar, de 1,1 milhão de toneladas. As quedas na produção, segundo a ISO, foram calculadas para a União Europeia, Tailândia e América Central. Com as novas projeções de oferta, os preços do produto estão em forte alta no mercado internacional.

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Grupo de estudo do Mapa avalia riscos do El Niño no campo