Sucesso nacional, ‘A Última Sessão de Freud’ ganha sessão extra em Rio Preto

Sucesso nacional, ‘A Última Sessão de Freud’ ganha sessão extra em Rio Preto
“A Última Sessão de Freud” estrelada por Odilon Wagner e Marcello Airoldi amplia temporada rio-pretense com sessão extra - João Caldas/Divulgação

O público rio-pretense ganhou mais uma chance de assistir a um dos maiores sucessos recentes do teatro brasileiro. Devido à alta procura por ingressos, o espetáculo “A Última Sessão de Freud” abriu uma sessão extra no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi, em Rio Preto. A nova apresentação será realizada no sábado, 30, às 17h.

Com a abertura da sessão extra, a programação em Rio Preto passa a contar com apresentações na sexta-feira, 29, às 20h; no sábado, 30, às 17h e às 20h; e no domingo, 31, às 17h. Os ingressos estão disponíveis por valores de R$ 25 a R$ 160 no site oficial da peça.

Estrelada por Odilon Wagner e Marcello Airoldi, com direção de Elias Andreato, a montagem está em cartaz há quatro anos, já ultrapassou 400 apresentações pelo País e foi assistida por mais de 180 mil espectadores.

A peça propõe um encontro fictício entre Sigmund Freud e o escritor britânico C.S. Lewis, autor de “As Crônicas de Nárnia”. Ambientada em Londres, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, a trama imagina um embate intelectual entre dois homens de visões radicalmente distintas sobre religião, existência e natureza humana.

Enquanto Freud sustenta sua visão racional e crítica em relação à fé, Lewis surge como contraponto ao defender a espiritualidade cristã após abandonar o ateísmo. O texto, escrito pelo dramaturgo norte-americano Mark St. Germain e inspirado no livro “Deus em Questão”, do psiquiatra Armand M. Nicholi Jr., transforma o debate filosófico em um duelo emocional e humano.

Mais do que uma discussão teórica, o espetáculo encontra força justamente na tensão entre ideias opostas em um mundo prestes a mergulhar no horror da guerra. O cenário reproduz o consultório de Freud no período em que o psicanalista vivia exilado na Inglaterra após fugir da perseguição nazista.

A direção de Elias Andreato aposta na palavra e na escuta como motores da encenação, conduzindo um texto marcado por ironia, densidade e momentos de humor. Ao longo da temporada nacional, a peça também passou a provocar debates com o público em teatros e universidades, especialmente por abordar temas que seguem atuais em um cenário de crescente polarização social.

Debate
Em Rio Preto, essa proposta de reflexão será ampliada logo na estreia. Após a apresentação de sexta-feira, 29, haverá um debate aberto ao público, com transmissão ao vivo pelo Instagram oficial do espetáculo.

A conversa reunirá a psicóloga e psicanalista Josefa Maria Dias da Silva Fernandes e o padre Ronaldo José Miguel. Josefa é membro efetivo e docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, integra a International Psychoanalytical Association (IPA) e atua como diretora científica do Grupo de Estudos Psicanalíticos de São José do Rio Preto e Região.

Já Ronaldo José Miguel é licenciado em Filosofia, graduado em Teologia e mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, na Itália. Atualmente, é reitor do seminário e professor no curso de Teologia da Associação Riopretense Católica de Ensino.

A discussão deve abordar temas presentes na montagem, como espiritualidade, psicanálise, conflitos humanos e a possibilidade de diálogo entre diferentes visões de mundo. A iniciativa reforça uma característica que passou a acompanhar o espetáculo ao longo da turnê nacional: transformar o teatro também em espaço de escuta e reflexão coletiva.