Região lidera em internações e mortes por doenças respiratórias
A região de Rio Preto liderou neste primeiro semestre no Estado de São Paulo em número proporcional de internações e mortes causadas por doenças respiratórias de origem viral. Foram registradas 3.054 contaminações, o que dá incidência de 185,17 por 100 mil habitantes. O levantamento também aponta 767 internações em unidades de terapia intensiva (UTI) e 170 óbitos, o que resulta na taxa de mortalidade de 10,31, segundo dados consolidados das Diretorias Regionais de Saúde (DRS).
Os números, referentes ao período de 1º de janeiro a 14 de julho, colocam a região na liderança estadual em indicadores proporcionais, evidenciando um cenário de maior vulnerabilidade em relação às demais divisões regionais de saúde.
Apesar de regiões mais populosas, como a capital paulista, apresentarem maior volume absoluto de internações e mortes, os dados proporcionais de Rio Preto superam com folga os demais territórios.
Entre as demais regiões, Campinas lidera em números absolutos de casos e óbitos, enquanto a região de São Paulo concentra o maior total de registros. Já Bauru apresenta a maior taxa de mortalidade proporcional entre as DRS analisadas. No total, o levantamento reúne 29.887 casos, 1.553 mortes e 7.860 internações em UTI.
De acordo com a professora da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), Cássia Estofolete, os principais agentes associados aos quadros graves de doenças respiratórias são o vírus influenza, causador da gripe, o vírus sincicial respiratório (VSR), o SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, além de rinovírus e adenovírus.
Segundo a especialista, a circulação desses vírus varia ao longo do ano e conforme a faixa etária, sendo influenza e VSR os mais frequentes nos últimos meses.
Ela ressalta ainda que infecções bacterianas podem provocar pneumonias graves ou surgir como complicação de infecções virais. Esse cenário se complica durante as frentes frias registradas durante os meses de maio e junho.
O diretor da Divisão Regional de Saúde de Rio Preto, André Baitelo, afirma que a principal estratégia do governo estadual para reduzir internações e mortes é ampliar a cobertura vacinal, especialmente contra influenza e covid-19.
Ele também orienta a população a manter medidas preventivas, como higienizar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com outras pessoas ao apresentar sintomas gripais.
Em casos de agravamento, como falta de ar, febre persistente ou dificuldade para se alimentar, a recomendação é buscar atendimento médico.

Redação 



