Virada Cultural leva arte e debate ambiental a Rio Preto neste sábado

Virada Cultural leva arte e debate ambiental a Rio Preto neste sábado
Integrantes do Coletivo Esperançar ao lado de Elenira Mendes, filha de Chico Mendes, na Casa Museu Chico Mendes, em Xapuri - Divulgação

A experiência vivida na Amazônia por integrantes do Coletivo Esperançar!, de Rio Preto, ganha novos caminhos e chega neste sábado, 5, à cidade com a Virada Cultural Amazônia de Pé. O evento gratuito será na Represa Municipal e começa às 16h, no Dia da Amazônia, e reúne atividades que unem arte, educação ambiental e mobilização social.

A iniciativa surgiu a partir da aproximação do coletivo com o movimento nacional Amazônia de Pé, que atua pela preservação ambiental e pela proteção de territórios públicos na Amazônia. A relação começou após uma viagem de Glau Ramires e do artista Fabiano dos Santos ao Acre, onde participaram de atividades culturais e conheceram integrantes do movimento.

A viagem foi realizada por meio de um projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo. Durante a experiência, os integrantes passaram por Xapuri, cidade marcada pela trajetória de Chico Mendes, onde realizaram contações de histórias e atividades culturais. Também produziram a exposição “Verde que Eu Quero Ver”, que agora será apresentada novamente em Rio Preto durante a Virada.

Segundo Glau, a atuação do Coletivo Esperançar! parte justamente da união entre cultura e ativismo ambiental. “O coletivo tem uma vertente de atividade ambiental, que é a mistura do ativismo com a arte. A arte pode ser ativista.”

A programação deste sábado reúne diferentes grupos e movimentos. Entre as atividades estão a exposição de cartuns ambientais de Fabiano dos Santos, cartunista premiado, além de uma exposição de espécimes de animais e plantas, apresentações culturais, coleta de assinaturas para o movimento Amazônia de Pé, atividades com estudantes da Unesp, um círculo de cultura sobre juventude e literatura e uma ação de bordado ativista com o coletivo Arteiras pela Democracia, também participam a Associação dos Amigos do Manancial (AAMA) e o movimento Rio Preto Mais Verde.

Para Glau, a proposta é aproximar as discussões sobre a Amazônia dos problemas ambientais vividos no próprio município. “A ideia é integrar tudo isso e proporcionar um movimento de integração dessas frentes. É do macro partir para o micro, da questão amazônica, que é fundamental para todos nós conseguirmos respirar, mas também para o que está acontecendo no nosso território.”

O tema desta edição da Virada Cultural é “Políticas e Território”. As ações buscam estimular a conscientização sobre a responsabilidade do poder público na preservação ambiental e a participação cidadã, sem vínculo com partidos políticos. “Quando a gente fala de política, a gente fala de movimento. Não pode haver nenhum tipo de movimentação política partidária.”

O movimento Rio Preto Mais Verde também comanda uma coleta de assinaturas durante o evento, relacionada à pauta local de preservação de áreas verdes e árvores de Rio Preto.

Para Glau, levar a Virada para Rio Preto também significa mostrar que as questões ambientais da Amazônia não estão distantes da realidade da população local. “A Amazônia é aqui. Não no sentido metafórico, porém muito concreto. Muita gente acha que a gente não tem nada a ver com a Amazônia, mas a gente tem tudo a ver. A diferença é que estamos trazendo esse diálogo e essa representatividade para o nosso território.”

A programação é gratuita e aberta a todas as idades. A expectativa dos organizadores é reunir moradores, estudantes, artistas e movimentos ambientais.

A programação completa pode ser consultada no Instagram do Coletivo Esperançar!.