Após ataque cibernético, Binance libera saques de mais moedas
A Binance liberou mais cinco moedas para saque, ampliando a retomada gradual das operações após o ataque hacker que atingiu a plataforma. Entre os novos ativos disponíveis estão dólar americano (USD), dirham dos Emirados Árabes Unidos (AED), dong vietnamita (VND), peso filipino (PHP) e rupia indonésia (IDR). Com as novas liberações, o volume de retiradas chega a US$ 5,165 bilhões, segundo dados da plataforma DefiLlama.
Também já estão disponíveis para saque iene japonês (JPY), bolívar venezuelano (VES), real brasileiro (BRL), peso mexicano (MXN), peso argentino (ARS), dinar bareinita (BHD), tenge cazaque (KZT), euro (EUR), franco suíço (CHF), coroa tcheca (CZK), florim húngaro (HUF), dinar kuwaitiano (KWD), zloty polonês (PLN), leu romeno (RON), coroa sueca (SEK), franco congolês (CDF), xelim queniano (KES), leone de Serra Leoa (SLE), xelim ugandense (UGX), franco CFA da África Central (XAF), franco CFA da África Ocidental (XOF), kwacha zambiano (ZMW) e som quirguiz (KGS).
No último boletim oficial, a Binance informou que começou a restabelecer os saques gradualmente no domingo. Segundo a empresa, após um pico inicial, o volume de saques diminuiu e começou a se estabilizar, enquanto os depósitos permaneceram elevados.
Entre 6h e 15h30 (UTC) de 1º de novembro, a plataforma processou US$ 4,649 bilhões em retiradas e US$ 1,01 bilhão em depósitos, resultando em uma saída líquida de aproximadamente US$ 3,64 bilhões. O montante equivale a 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos totais sob gestão pela exchange, com base nos dados mais recentes de sua Prova de Reservas (PoR), de 28 de outubro.
A Binance informou ainda que realizou um novo registro de suas reservas e iniciou o cálculo da prova de conhecimento zero (ZKP) O relatório atualizado, segundo a empresa, deve ser disponibilizado em seu site de Prova de Reservas em breve.
RESERVAS
A Binance, maior corretora de criptoativos do mundo, informou que 95% do valor dos ativos afetados pelo ataque hacker já foi reposto. Os 5% restantes correspondem a ativos de menor liquidez, cuja aquisição em escala demanda mais tempo.
Segundo a empresa, todos os volumes afetados de Bitcoin, Ether, Tether, BNB, Solana, USD Coin, XRP, USD1, RLUSD e Zcash foram recompostos com recursos próprios e estão 100% lastreados.
A corretora também realizou uma nova atualização de sua Prova de Reservas (PoR), para oferecer aos usuários uma visão atualizada dos ativos mantidos na plataforma. Segundo a Binance, os clientes que possuem qualquer um dos tokens afetados podem verificar seus saldos de forma independente.
A empresa informou ainda que pretende realizar outra atualização, com cobertura para mais tokens, em 4 de novembro. Na sequência, deverá gerar uma nova prova de conhecimento completa, processo que pode levar de 40 a 50 horas devido à carga computacional envolvida.
A Binance também informou que trabalha para retomar os saques em outras redes e ativos. Segundo a empresa, a próxima etapa está prevista para a terça-feira, com liberação progressiva, e os detalhes serão divulgados quando o processo estiver pronto.
A corretora reiterou que os fundos dos usuários brasileiros estão protegidos. Em comunicado anterior, informou que nenhuma conta de investidor brasileiro foi afetada pelo ataque hacker.

Redação 



