Bolsa brasileira aciona circuit breaker pela primeira vez desde a pandemia e dólar sobe 12%

Bolsa brasileira aciona circuit breaker pela primeira vez desde a pandemia e dólar sobe 12%
Notas de dólar, moeda americana - Johnny Torres/Arquivo

O Ibovespa inicia a semana sob forte pressão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Logo no início do pregão, a B3 acionou o mecanismo de Circuit Breaker - quando as negociações são interrompidas por um período em momentos de forte volatilidade do mercado. A previsão é de que a paralisação dure 30 minutos.

Não foram só as transações com ações que foram suspensas. Títulos de renda fixa privada, certificados que seguem a cotação de ativos no exterior (BDRs, na sigla em inglês) e fundos de índice (ETFs) também estão suspensos.

Já o dólar comercial subia 12% até às 10h37 e atingia R$ 5,57. No pregão de sexta-feira, 23, o câmbio fechou a R$ 4,99, após recuo de 0,92%.

Antes da abertura da Bolsa brasileira, ativos do País negociados em Nova York registravam quedas expressivas. Às 8h50, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, caía 25,13%. O fundo replica uma carteira de ações do País e costuma funcionar como uma referência para o comportamento dos ativos brasileiros antes da abertura da B3.

Entre os ADRs — recibos negociados nos Estados Unidos que representam ações de empresas estrangeiras —, Petrobras recuava 20,68%, Vale caía 3,31% e Ambev perdia 16,06%. No setor bancário, as perdas são ainda maiores: Itaú e Bradesco cediam 25,39% e 30,22%, respectivamente.

Lula foi reeleito presidente do Brasil com 51,8% dos votos válidos, derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL) no pleito realizado neste domingo, 25.