Após campanha e transplante de medula, José Pedro recebe alta
A campanha pela vida do estudante José Pedro da Silva, de 17 anos, teve um desfecho feliz: o jovem conseguiu o transplante de medula de que necessitava para se curar de uma leucemia e já está em casa, se recuperando do procedimento.
Desde o ano passado, os familiares e amigos pediam que todos que pudessem fizessem o cadastro como doadores de medula no Hemocentro. Segundo o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), a chance de encontrar alguém compatível entre os cadastrados é de uma a cada cem mil.
No caso do adolescente, no entanto, a esperança veio de mais perto. Ele recebeu a doação da prima Gabriela Pedro, analista de transporte de 26 anos, que era 50% compatível “Além do amor por um familiar, não tive dúvidas em salvar uma vida, em dar uma nova chance a ele de viver, de voltar a sonhar novamente”, afirma ela. “É um sentimento inexplicável, mas pude dar à luz uma pessoa, porque ele teve novas esperanças através de mim.”
O procedimento foi feito em 30 de abril, e José Pedro recebeu alta há alguns dias. Agora, ele tem uma recuperação tranquila ao lado da família, em Mirassol. “Ele tem que ter os cuidados para não se expor a nenhum tipo de doença respiratória ou vírus, pois o sistema imunológico ainda está com as defesas baixas”, explica Amanda de Cássia Ribeiro, assistente administrativo de 27 anos, irmã do jovem.
Ela conta que, antes de receber o diagnóstico da doença, o irmão era um adolescente como todos, rodeado de amigos. Além de gostar de treinar na academia, também é lutador de jiu jitsu. Graças à solidariedade de Gabriela, pode agora realizar seus maiores sonhos – dentre eles, conhecer o litoral e ter uma motocicleta esportiva, de alta cilindrada.
O major Anderson Ferreira, coordenador da campanha “Doar é legal – Batalha pela Vida”, que incentiva a doação de medula, acompanha a jornada de José Pedro. “Nós damos apoio psicológico aos pacientes quando eles recebem o diagnóstico ou são indicados para o transplante. Procuramos mostrar casos que deram certo para fortalecer a pessoa, dar mais confiança, para entrar neste processo super bem. A saúde mental é muito importante”, ressalta.
Ele mesmo sendo um exemplo do quanto a doação é essencial para dar uma chance a quem precisa, o major comenta que o transplante é a única chance de cura para muitos pacientes, sendo um dos tratamentos para cerca de 80 doenças no Brasil.
“O cadastro no Hemocentro é muito simples. Você preenche um formulário e uma pequena amostra de sangue é coletada para fazer o mapeamento genético, ou seja, extrair o DNA, que vai ser comparado com o dos pacientes que estão no banco e precisam”, explica. “Quanto mais pessoas cadastradas, maior é a oportunidade de encontrar um doador compatível. E há milhares de pacientes vivendo essa batalha que ainda não conseguiram um.”
Doação sem cirurgia
Gabriela, prima de José Pedro, fez a doação da medula por meio de uma técnica chamada de aférese ou células-tronco periféricas. Durante alguns dias, o doador recebe injeções com um medicamento que estimula as células-tronco a saírem da medula e circularem na corrente sanguínea. Depois, é feito um procedimento semelhante à uma doação de sangue. A máquina filtra as células-tronco necessárias e devolve o restante do sangue ao doador, sem necessidade de internação ou anestesia.
Doador
Sobre o cadastro como doador de medula óssea
É preciso ter entre 18 e 35 anos e estar em bom estado de saúde (não ter doença infecciosa ou incapaciante). É necessário apresentar um documento oficial com foto, como RG ou carteira de habitlitação
Será coletada uma pequena amostra de sangue de 4 ml para o teste de tipagem, que verifica a compatibilidade do doador
O doador deverá preencher um formulário com dados pessoais, que precisam estar sempre atualizados. Caso haja mudanças de endereço, telefone ou
outras informações, o doador precisa ir ao Hemocentro atualizar as informações.
Fonte: Hemocentro de Rio Preto
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O jovem sonha em conhecer a praia e ter uma moto esportiva

Redação 



