Homem desarma policial penal em aparente surto em Rio Preto
Um policial penal, de 42 anos, foi encontrado caído, ferido e sem a arma que portava na manhã de quarta-feira, 8, no Jardim Paraíso, em Rio Preto. O armamento acabou localizado na casa de um morador das proximidades, de 50, que afirmou tê-lo retirado do agente ao perceber que ele estava em aparente surto e representava risco para outras pessoas.
O homem foi localizado pela Polícia Militar e encaminhado à Central de Flagrantes. Após analisar o caso, a Polícia Civil decidiu não prender o homem, por entender que ele agiu em legítima defesa e em estado de necessidade.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados depois que uma mulher informou haver um homem caído na rua Décio Marra. No local, o policial penal foi encontrado com ferimentos, desorientado e apresentando comportamento compatível com alteração provocada, possivelmente, pelo uso de entorpecentes. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou o agente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte.
Durante a abordagem, os policiais verificaram que o policial penal portava apenas o coldre preso à cintura, mas a arma de fogo não estava com ele. Em revista pessoal, também foram encontrados cinco papelotes com uma substância semelhante à cocaína.
Enquanto realizavam buscas pelo armamento, os policiais chegaram a uma residência onde um morador informou ter recolhido a arma. Segundo ele, o policial penal apresentava comportamento agressivo, aparentemente em surto, e chegou a agredir uma pessoa. Temendo que o agente utilizasse a arma contra terceiros ou contra si próprio, retirou o armamento e o guardou temporariamente, entregando-o espontaneamente à Polícia Militar quando a equipe chegou ao local.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que o policial penal dizia frases desconexas, afirmava ver pessoas inexistentes e apresentava comportamento paranoico e agressivo. Diante desse cenário, o delegado de plantão concluiu que o morador agiu para evitar um mal maior, razão pela qual deixou de lavrar o auto de prisão em flagrante. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil.

Redação 



