'Boleiro', arcebispo de Rio Preto vê Brasil com potencial, mas cobra evolução coletiva na Copa

'Boleiro', arcebispo de Rio Preto vê Brasil com potencial, mas cobra evolução coletiva na Copa
Arcebispo de Rio Preto, dom Antonio Emídio Vilar - Divulgação

O arcebispo metropolitano de Rio Preto, dom Antônio Emídio Vilar, avaliou como positivas, mas ainda com o time em construção, as primeiras apresentações da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Para ele, o time comandado por Carlo Ancelotti tem qualidade individual, mas precisa evoluir no conjunto para avançar com segurança na competição.

Torcedor do Palmeiras, dom Vilar é também "boleiro" e participa de "rachas" de futebol aos finais de semana.

“A seleção brasileira tem dado sinais de ter muitos jogadores bons e boas perspectivas. Agora ainda falta um pouco o conjunto”, afirmou. Segundo dom Vilar, o técnico trabalha para ajustar essa questão e o Brasil pode surpreender. “Penso que ele está trabalhando isso e podemos ter uma boa surpresa, além da classificação na primeira fase.”

Ao comparar o Brasil com outras seleções, o arcebispo citou adversários fortes. “A gente compara com França, Argentina, Noruega e Espanha. São grandes concorrentes”, disse. Ainda assim, demonstrou confiança. “Se conseguir encaixar, com jogadores como o Vini Júnior, temos boas possibilidades de concorrer com os melhores.”

Sobre a possível volta de Neymar, dom Vilar destacou a importância do atacante. “O Neymar, em geral, todos jogam para ele. Ele tem boas condições de colocar em situação de gol, com assistência e finalização. É um craque”, afirmou. “Se ele estiver bem, pode ter êxito.”

Palmeirense, o arcebispo também comentou sobre o atacante Endrick. “Ele tem se dado bem nas apresentações da seleção. No Mundial não teve tantas oportunidades, mas tem boas condições se tiver mais espaço”, disse.

Questionado sobre o confronto contra a Escócia, adversária do Brasil na última rodada da fase de grupos, dom Vilar reconheceu a qualidade do rival, mas demonstrou confiança. “É um time bom, mas o Brasil tem boas condições”, afirmou. O palpite foi direto: “Vamos colocar uns 2 a 1.”

Além da análise esportiva, o arcebispo destacou o papel do esporte como instrumento de união entre os povos. “O esporte trabalha valores como o conjunto, a solidariedade e o respeito ao outro. Isso é muito rico para a educação e também para a evangelização”, disse.

Dom Vilar também citou o apelo do papa pela paz. “Desde o início há esse desejo de confraternização entre os povos. O esporte ajuda nesse caminho de paz”, afirmou.

Nesta quarta-feira, dia de São João Batista, o arcebispo cumpre agenda religiosa e deve acompanhar o jogo junto à comunidade rural da Boiadeira, em Guapiaçu, onde celebra os 100 anos da localidade.