Projeto leva livros gratuitos ao Mercadão de Rio Preto

Projeto leva livros gratuitos ao Mercadão de Rio Preto
Projeto da jornalista Francine Moreno amplia acesso à leitura com estante gratuita no Mercadão - Arquivo Pessoal

O projeto Espalhando Histórias, iniciativa da jornalista e assessora de imprensa Francine Moreno em parceria com o Instituto Noronha, fundado pelo advogado, escritor, professor e jornalista Durval de Noronha Goyos Jr., levou para o Espaço Edson Baffi, no Mercadão Municipal de Rio Preto, sua estante solidária de livros.

Qualquer pessoa que passar pelo local pode retirar um livro gratuitamente e levar para casa para ser lido. Também é possível deixar livros, em bom estado de conservação, para compartilhar com mais leitores.

REPERCUSSÃO

Segundo Francine, a repercussão do projeto no Mercadão tem sido positiva e gratificante. “Como o Mercado Municipal recebe um grande fluxo de pessoas diariamente, preciso reabastecer a estante a cada dois dias. Isso mostra que o projeto está cumprindo seu propósito de levar a leitura para mais pessoas”, diz.

Para manter o projeto ativo e ampliar seu alcance, Francine conta com o apoio da comunidade. “Ao mesmo tempo em que fico muito feliz com a adesão do público, também surge a preocupação de manter a iniciativa abastecida. Por isso, faço um convite para que a comunidade participe. Quem tiver livros usados, em bom estado de conservação, pode entrar em contato para fazer uma doação. Essas contribuições são fundamentais para garantir a continuidade do projeto e ampliar o acesso à leitura”, completa.

Francine explica que a proposta é priorizar obras de autores brasileiros, valorizando a riqueza da literatura nacional. Neste domingo, 21, a estante recebeu mais de 20 exemplares de livros relacionados à obra de Machado de Assis.

“Também estão disponíveis títulos de autores como Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Paulo Coelho, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves e José de Alencar, entre outros. Além dos clássicos da literatura brasileira, há livros de diferentes gêneros compartilhados pela comunidade. A ideia é oferecer variedade aos leitores e, ao mesmo tempo, incentivar o contato com grandes nomes da produção literária nacional”, explica.

PARCERIA

Francine afirma que a parceria com o Instituto Noronha representa um marco muito importante para o Espalhando Histórias. “Juntos, poderemos ampliar significativamente o acesso à literatura em diferentes regiões, levando livros a crianças, jovens, adultos e idosos que muitas vezes não têm essa oportunidade”, afirma.

A leitura, de acordo com o Noronha, é uma ferramenta de transformação social, capaz de despertar a imaginação, incentivar o pensamento crítico e promover o desenvolvimento pessoal e comunitário. “Ao unir esforços, damos um passo concreto para democratizar o conhecimento e fortalecer a cultura em nossa cidade. Tenho muito orgulho em apoiar projetos como este”, afirma.

O PROJETO

Inspirada em várias iniciativas parecidas no Brasil e no mundo, em janeiro de 2023, a jornalista Francine Moreno criou o projeto Espalhando Histórias quando começou a “esquecer” livros em locais públicos e privados para que outras pessoas os encontrassem e pudessem ler.

Em outubro do ano passado, em parceria com o Instituto Noronha, o projeto inaugurou a estante solidária na calçada em frente a loja Fintec, vizinha do Zoobotânico Municipal. Após ficar oito meses no local, a estante foi instalada no Mercadão Municipal.

Até hoje, Francine já distribuiu gratuitamente cerca de seis mil livros em diferentes pontos de Rio Preto, como praças, pontos de ônibus, clínicas, supermercados, lojas e eventos culturais.

“Nos 14 anos que trabalhei no Diário da Região, ganhei diversos livros. Muitas obras eu li e guardo com muito carinho no meu escritório, principalmente aquelas com dedicatórias de amigos e escritores de Rio Preto e região. No entanto, outros livros estavam empoeirados na minha estante. Então, decidi compartilhar com outras pessoas por meio desse projeto para incentivar a leitura”, conta a jornalista.