Câmeras com IA que flagram uso de celular entram em operação no dia 1º de outubro na Washington Luís
A partir de 1º de outubro, câmeras com Inteligência Artificial passarão a operar no quilômetro 438 da Rodovia Washington Luís, nos sentidos norte e sul, na altura da avenida Alberto Andaló, em Rio Preto. Conforme o Diário antecipou, os equipamentos serão usados no apoio à fiscalização de duas condutas: uso do celular ao volante e falta do cinto de segurança.
"A inteligência artificial nas rodovias vem para potencializar o nosso compromisso com a vida. Mais que identificar irregularidades, a presença dessas câmeras estimula a mudança de hábito do motorista. Quando o condutor entende que o cinto de segurança e a atenção total na pista são inegociáveis, damos um passo gigante para zerar as fatalidades no trânsito", afirma Gustavo Dávila, gerente de Atendimento ao Usuário da Ecovias Noroeste Paulista.
A concessionária é responsável pelos equipamentos, pela infraestrutura do sistema e pela manutenção. A análise das imagens fica com a Polícia Militar Rodoviária. É a PMRv que verifica se houve infração e, quando for o caso, faz a autuação. A concessionária não aplica multas. O sistema funciona 24 horas por dia e registra imagens em alta resolução durante o dia e à noite, inclusive de veículos em movimento. Antes desse recurso, a fiscalização da falta do cinto dependia da observação direta dos policiais.
Celular e cinto
Usar o celular ao volante é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), digitar uma mensagem mantém o motorista, em média, 4,5 segundos sem olhar para a pista. A 80 km/h, esse intervalo representa quase 100 metros percorridos sem atenção.
A falta do cinto de segurança é infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Ainda de acordo com a Abramet, o uso do cinto nos bancos dianteiros reduz de 45% a 60% o risco de morte em acidentes. No banco traseiro, a redução varia de 44% a 75%.
"Acreditamos que essa tecnologia traz para os usuários da rodovia mais segurança. Nosso objetivo é, justamente, potencializar a fiscalização para reduzir o cometimento da infração e, consequentemente, evitar sinistros e reduzir vítimas. E essa fiscalização cumpre bem esse papel, sobretudo nesse trecho urbano, no tocante ao uso do telefone celular, que traz a distração para o motorista, e a falta do uso do cinto de segurança, pois muitas vezes a pessoa usa esse trecho como uma avenida. Esses dois comportamentos somados contribuem para mais sinistros e vítimas, que é tudo o que não queremos. Com certeza haverá bons resultados", afirma o Capitão PM Comandante da 3ª Cia da PMRv, Maurício Noé Cavalari.
Dados regionais
Segundo levantamento da Ecovias Noroeste Paulista, o trecho entre os quilômetros 430 e 454 da Rodovia Washington Luís (SP-310), que abrange São José do Rio Preto e Mirassol, liderou o número de sinistros entre janeiro e agosto de 2026, com 373 registros.
No mesmo período, as colisões traseiras se mantiveram como o tipo de ocorrência mais frequente na região. Apesar de uma queda de 17,7% em relação ao ano anterior, passando de 214 registros em 2025 para 176 em 2026, esse tipo de acidente continua no topo das estatísticas.

Redação 



