Setor de serviços puxa a criação de emprego em Rio Preto no mês de setembro
Rio Preto encerrou setembro com saldo positivo de 252 empregos com carteira assinada, resultado mais de três vezes superior às 78 vagas criadas no mesmo mês de 2025. O desempenho foi sustentado pelo setor de serviços, que compensou as perdas registradas no comércio, na construção civil e na agropecuária, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Ao longo do mês, as empresas do município realizaram 8.117 admissões e 7.865 desligamentos. Em setembro do ano passado, haviam sido 7.903 contratações e 7.825 demissões. Na comparação anual, o volume de admissões cresceu 2,7%, enquanto os desligamentos avançaram apenas 0,5%.
O resultado representa uma expansão de 223% na geração líquida de empregos em relação a setembro de 2025, embora o crescimento tenha ficado concentrado em uma única atividade econômica.
O setor de serviços respondeu pela criação de 304 vagas formais, resultado de 3.841 admissões e 3.537 desligamentos. O saldo superou em 19,2% as 255 vagas abertas pelo segmento em setembro do ano passado.
O desempenho também foi acompanhado por um aumento de 13,7% no número de contratações do setor, que passaram de 3.377 para 3.841 em um ano.
Sem o resultado dos serviços, Rio Preto teria encerrado setembro com saldo negativo de 52 postos de trabalho.
O comércio apresentou o pior desempenho entre os cinco grandes setores econômicos, com fechamento de 48 vagas. Foram 2.439 admissões e 2.487 desligamentos.
Apesar do resultado negativo, houve melhora em relação a setembro de 2025, quando o segmento havia eliminado 88 postos de trabalho.
A indústria encerrou o mês em estabilidade, com exatamente 1.009 admissões e 1.009 desligamentos. Um ano antes, o setor havia registrado saldo positivo de 35 vagas.
Na construção civil, o resultado ficou próximo do equilíbrio, com 797 contratações e 799 demissões, gerando saldo negativo de duas vagas. O desempenho representa uma recuperação em relação a setembro de 2025, quando o segmento havia eliminado 134 empregos.
A agropecuária também registrou fechamento de duas vagas, revertendo o saldo positivo de dez postos observado no mesmo mês do ano passado.
ACUMULADO
Apesar da concentração da geração de empregos nos serviços em setembro, o balanço dos nove primeiros meses de 2026 revela uma distribuição diferente do crescimento do mercado de trabalho.
Entre janeiro e setembro, Rio Preto acumulou saldo positivo de 4.861 empregos formais, resultado de 76.004 admissões e 71.143 desligamentos.
O desempenho representa crescimento de 15,7% em relação às 4.201 vagas criadas no mesmo período de 2025.
A construção civil apresentou a maior expansão proporcional entre os setores com saldo positivo. O segmento criou 1.506 empregos formais nos nove primeiros meses deste ano, ante 383 no mesmo intervalo de 2025.
O avanço de 293,2% representa a abertura de 1.123 vagas adicionais em relação ao resultado acumulado do ano passado.
O desempenho foi acompanhado por uma aceleração das contratações na construção civil. O número de admissões passou de 7.345 para 8.750, crescimento de 19,1%, enquanto os desligamentos aumentaram de 6.962 para 7.244, alta de 4,1%.
Em termos absolutos, os serviços continuam liderando a geração de empregos no município. O setor acumulou saldo de 3.382 vagas entre janeiro e setembro, contra 2.554 no mesmo período de 2025, crescimento de 32,4%.
Juntos, serviços e construção civil criaram 4.888 empregos líquidos no período, volume superior ao saldo total do município. Isso ocorre porque parte das contratações foi compensada pelas perdas em outros setores.
A indústria registrou saldo positivo de 376 empregos nos nove primeiros meses do ano, ligeiramente abaixo das 397 vagas abertas no mesmo período de 2025.
COMÉRCIO
O comércio apresenta o principal sinal de enfraquecimento do mercado de trabalho formal de Rio Preto em 2026.
Após acumular saldo positivo de 383 empregos entre janeiro e setembro do ano passado, o setor passou a registrar perda líquida de 316 vagas no mesmo período deste ano.
A mudança representa uma deterioração de 699 postos de trabalho no resultado acumulado do segmento.
As admissões caíram de 23.601 para 22.743, retração de 3,6%, enquanto os desligamentos cresceram de 22.777 para 23.059, alta de 1,2%.
O resultado indica que o setor perdeu capacidade de absorver trabalhadores ao longo dos nove primeiros meses do ano, em contraste com o avanço observado nos serviços e na construção civil.
A agropecuária também apresentou deterioração. O segmento passou de saldo positivo de 43 empregos em 2025 para fechamento de 87 vagas no acumulado de 2026.
Embora tenha menor participação no mercado de trabalho formal do município, o setor contribuiu negativamente para o resultado geral.
ESTOQUE
Com o desempenho de setembro, Rio Preto encerrou o mês com 164.812 empregos formais, ante 161.983 registrados no mesmo período de 2025.
A diferença corresponde a um crescimento de 1,75% no estoque de trabalhadores com carteira assinada, equivalente a 2.829 vínculos adicionais em relação ao ano passado.
O setor de serviços concentra a maior parcela dos empregos formais do município, com 84.993 trabalhadores, o equivalente a 51,6% do total.
Na sequência aparecem o comércio, com 42.788 vínculos, ou 26% do estoque municipal, e a indústria, com 24.508 trabalhadores, correspondentes a 14,9%.
A construção civil reúne 11.799 empregos formais, participação de 7,2%, enquanto a agropecuária responde por 724 vínculos, ou 0,4% do total.
O balanço dos nove primeiros meses mostra que a economia de Rio Preto continua criando empregos, mas com diferenças importantes entre as atividades.
Enquanto serviços e construção civil sustentam a expansão do mercado de trabalho, o comércio acumula perdas e a indústria apresenta crescimento mais moderado.
O resultado de setembro reforça essa divisão: apesar da melhora expressiva na comparação anual, a geração de empregos permaneceu dependente do desempenho dos serviços, que compensaram os saldos negativos dos demais setores.

Redação 



