Programa de arborização vai substituir 300 árvores que apresentam risco em Rio Preto

Programa de arborização vai substituir 300 árvores que apresentam risco em Rio Preto
Equipes durante trabalho em Rio Preto - Divulgação

A Prefeitura de Rio Preto firmou uma parceria com a CPFL Paulista para a implantação do programa Arborização + Segura, que prevê a substituição gradual de árvores que apresentam risco à rede elétrica. Na primeira etapa, 300 árvores entraram na mira por apresentarem risco e serão substituídas por 1,5 mil mudas.

A meta, segundo a Prefeitura, é reduzir a queda de galhos que causam interrupção no fornecimento de energia e derrubam cabos eletrificados na rede pública.

O programa começou na última semana, com a remoção de árvores em situação crítica, especialmente leucenas, espécie invasora, na avenida Nelson da Veiga, área do Zoobotânico Municipal. Para cada árvore suprimida, a CPFL repassa cinco mudas adequadas ao ambiente urbano, que serão plantadas no mesmo local ou em áreas próximas.

A primeira etapa prevê a substituição de 300 árvores já avaliadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, todas com laudo de risco. A reposição resultará no plantio de 1.500 novas unidades. O setor de arborização do município realiza a análise individual de cada caso e autoriza a intervenção quando há incompatibilidade com a rede de energia ou risco de queda.

Escolha

A secretaria também aproveitou o início do programa para lançar uma cartilha educativa sobre a escolha correta de espécies e para orientar a população sobre os impactos da leucena, classificada como invasora na região. O município destaca que o foco do replantio será em espécies nativas dos biomas Cerrado e Mata Atlântica.

“Esse projeto é bastante positivo para ambas as partes, Prefeitura e CPFL, pois reduz os riscos de quedas de árvores e de acidentes com a fiação elétrica, beneficiando principalmente a população, com mais segurança. Aqui em Rio Preto, estamos acrescentando como premissa o combate a uma espécie invasora, a leucena, ao mesmo tempo em que escolhemos espécies nativas compatíveis com o nosso bioma e benéficas para o meio ambiente, a fauna e a flora”, destaca o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, coronel Paulo Pagotto Júnior.

As mudas disponibilizadas para áreas próximas à rede elétrica incluem araçá, aroeira-salsa, ipê-branco, ipê-amarelo, pitangueira, quaresmeira, cambuí e manacá-da-serra. Em regiões sem fiação aérea, serão usadas espécies de maior porte, como cássia-do-nordeste, angico, cabreúva e diferentes variedades de ipês.

Segundo a Prefeitura, não há número máximo de árvores previstas para substituição. As intervenções dependerão da demanda e da constatação de risco.

A CPFL reforça que somente espécies inadequadas ou críticas serão removidas e que o plantio de árvores de grande porte deve ser evitado em calçadas e vias públicas próximas à fiação.

As ações seguem normas técnicas da ABNT sobre espaçamento e convivência entre vegetação e rede elétrica. O município afirma que o programa também traz benefícios ambientais, como aumento de sombra, redução da temperatura urbana, melhora da qualidade do ar e diminuição da poluição visual.

“O programa Arborização + Segura da CPFL Paulista integra a nossa atuação contínua na gestão da vegetação próxima à rede elétrica em toda a área atendida pela empresa. Em São José do Rio Preto, a assinatura do convênio estabelece que, para cada árvore substituída, serão doadas cinco mudas mais adequadas ao ambiente urbano, contribuindo para reduzir riscos de ocorrências na rede, reforçar a segurança da população e manter a confiabilidade do fornecimento de energia. O programa já completa 10 anos, está presente em 190 municípios da CPFL Energia e prevê até R$ 50 milhões em aportes até 2030,” afirma Orzila Ortega, consultora de relacionamento da CPFL Paulista.

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Equipes durante trabalho em Rio Preto