Arte e ancestralidade

Arte e ancestralidade
A exposição “Alma Originária”, do artista e cirurgião plástico Rodrigo Motta, está na Casa de Cultura - Arquivo Pessoal

Até o dia 30 de abril, a Casa de Cultura Dinorath do Valle, em Rio Preto, recebe a exposição “Alma Originária”, com telas do artista e cirurgião plástico Rodrigo Motta. Com entrada gratuita, a visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 17h.

Para Motta, que também é da 18ª geração do cacique Tibiriçá, pintar os povos indígenas é um ato de reparação e celebração.

“A exposição está sendo feita para celebrar o Dia dos Povos Indígenas, com a curadoria de Carlos Bacchi. Tenho essa temática muito forte em meus trabalhos, até mesmo por descobrir minha ancestralidade que é do Cacique Tibiriçá. Através desta exposição, procuro sensibilizar e valorizar a riqueza cultural de nossos antepassados, trazendo algumas etnias retratadas e a importância do respeito e reconhecimento às nossas origens, à nossa alma originária”, afirma o artista.

Nas obras expostas, cada pincelada é guiada por um olhar anatômico rigoroso, mas preenchida por uma sensibilidade que reconhece, nos traços indígenas, uma espécie de geometria sagrada da terra brasileira. A transição do olhar clínico para o poético transforma a observação detalhada do corpo humano em uma homenagem à beleza natural, livre de padrões impostos.

“Que esta exposição seja mais do que uma observação passiva, mas um convite à reflexão sobre a preservação das nossas raízes. Respeito é a palavra que define a exposição. É a partir dela que surgem a tolerância e o cuidado na preservação da nossa história”, conclui Motta. (Colaborou Dandara Caroline)