Escola Maria Peregrina, de Rio Preto, é finalista do Prêmio FGV de Responsabilidade Social
A Escola Maria Peregrina, de Rio Preto, é uma das finalistas da terceira edição do Prêmio FGV de Responsabilidade Social, iniciativa da Fundação Getúlio Vargas, por meio do Fórum de Responsabilidade Social da FGV Conhecimento, em parceria com a Globo e a Aegea.
O prêmio reconhece e incentiva práticas que promovem impacto social positivo, alinhadas aos princípios de sustentabilidade, equidade e desenvolvimento humano. O vencedor será anunciado nesta sexta-feira, 18 de setembro, durante o V Seminário de Responsabilidade Social, no Rio de Janeiro.
Mantida pela Associação Missionária Maria Peregrina, a escola é uma instituição particular e 100% gratuita, com 166 alunos. Ela tem uma configuração rara: sem vínculo com o poder público, oferece ensino integralmente gratuito, com a condição de que haja comprometimento da família na educação do aluno. São aceitos estudantes de todas as religiões, sem imposição de qualquer crença.
Com mais de duas décadas de história, a escola adota uma metodologia própria de educação por projetos e autonomia do estudante: não há salas de aula tradicionais, nem divisão por séries. Os alunos se organizam em grupos, por livre escolha e independentemente da faixa etária, pesquisam temas de interesse e contam com um professor tutor que acompanha o desenvolvimento individual de cada um. No período da tarde, aulas de artes e esportes complementam a formação
Os alunos também assumem grupos de responsabilidade na manutenção da escola, desenvolvendo senso de pertencimento e autonomia.
Os finalistas do eixo Educação
A Escola Maria Peregrina concorre com outras 14 práticas finalistas do eixo Educação, entre elas a Associação Casa da Árvore (Palmas/TO) — Escola Tecno Ancestral, Associação Cidade Escola Aprendiz (São Paulo/SP) — Todas as Crianças e Adolescentes na Escola; Associação do Conselho de Gestão da Escola Eeno Hiepole (São Gabriel da Cachoeira/AM) — Saberes do Território e Autonomia Comunitária no Currículo Vivo da Educação Integral Indígena; Associação Generation Brasil (São Paulo/SP) — Promovendo Mobilidade Econômica por meio do Emprego, Associação Mulheres de Atitude e Compromisso Social – AMAC (Duque de Caxias/RJ) — Inclusão Digital e Transformação Social de Mulheres na Periferia, Associação Prototipando a Quebrada (Florianópolis/SC) — Desenvolvimento de Jovens em Situação de Vulnerabilidade
Segundo Max Wada, fundador da Escola Maria Peregrina, ser finalista do Prêmio FGV de Responsabilidade Social é um reconhecimento imenso do trabalho que construímos ao longo de mais de duas décadas, com a certeza de que a educação pode transformar realidades. Este prêmio tem uma importância que vai além da premiação: ele dá visibilidade a práticas que colocam o ser humano e a comunidade no centro, e inspira outras iniciativas a acreditar que é possível educar com autonomia, respeito e amor ao próximo. Estar ao lado de instituições tão relevantes de todo o país nos enche de orgulho e reafirma o nosso compromisso com uma educação gratuita e de qualidade."
O vencedor do prêmio será apresentado nesta sexta-feira, 18 de setembro, durante o V Seminário de Responsabilidade Social, iniciativa do Fórum de Responsabilidade Social da FGV Conhecimento, com o apoio da Aegea e da Globo. Com Maju Coutinho e Karen de Souza como mestres de cerimônia, o evento contará com a presença de conselheiros e finalistas, além de debates temáticos sobre segurança, políticas públicas para a inovação social e vulnerabilidades digitais.

Redação 



