Governo Federal amplia alcance da renegociação de dívidas rurais

Governo Federal amplia alcance da renegociação de dívidas rurais
Pecuária registrou queda nas vendas de carne bovina em agosto - Divulgação

O governo federal ampliou o alcance da renegociação de dívidas rurais para produtores afetados por adversidades climáticas no campo. A medida também autoriza instituições financeiras a oferecer linhas de crédito com recursos livres para a composição de dívidas rurais que não foram incluídas pela primeira regulamentação. De acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), as ações são destinadas a apoiar produtores rurais e cooperativas do setor que tiveram o impacto decorrente de desequilíbrio climático e de outras condições excepcionais nas cadeias produtivas. A decisão foi aprovada na sexta-feira, 4, pelo CMN e busca corrigir a medida anterior, autorizada em julho deste ano. O prazo de contratação da composição termina no dia 12 de novembro de 2026.

Sistema de irrigação

O governo paulista expandiu o público beneficiado pela linha de crédito Irriga+SP, uma parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Desenvolve SP. Com a nova medida, agricultores que atuam em áreas de até 1,5 mil hectares podem acessar a linha, um aumento frente ao limite anterior de 1,0 mil hectares. Segundo a pasta, a deliberação visa apoiar a implantação e a modernização da infraestrutura produtiva no estado. Os produtores rurais poderão utilizar os recursos para financiar sistemas de irrigação e investimentos associados à eficiência hídrica e energética, além da agricultura de precisão. Atualmente, mais de R$ 72,8 milhões já foram contemplados pela linha em projetos de irrigação no estado de São Paulo. Cada produtor rural pode financiar até R$ 5 milhões pela linha, em projetos de investimento para até 60 meses.

Exportações de carne bovina

Com o forte recuo da China, as exportações de carne bovina brasileira caíram mais de 20% no mês de agosto. Conforme levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o volume exportado da proteína animal totalizou 233,5 mil toneladas, 22,2% abaixo do registrado em agosto de 2025, enquanto a receita alcançou US$ 1,36 bilhão, retração de 15,2%. O resultado do mês, segundo a entidade, foi afetado principalmente pela queda dos embarques para o país asiático, o principal importador da carne bovina brasileira. A Abiec destacou que a mudança de ritmo está diretamente ligada ao esgotamento da cota estabelecida pela salvaguarda chinesa. “Esse movimento já era esperado pelo setor. O desafio agora é continuar ampliando a presença brasileira em outros mercados”, afirma o presidente da ABIEC, Roberto Perosa.

Faturamento do agro

O agronegócio brasileiro segue registrando avanços no campo e nas vendas externas, mesmo diante das dificuldades impostas pelo contexto geopolítico internacional, que tem provocado fortes oscilações nos preços do petróleo e nos custos de produção. É o que aponta a pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-USP) com dados que indicaram que, na porteira, a safra de grãos 2025–2026 do Brasil atingiu novo recorde. Além dos grãos, o café e a cana-de açúcar devem ter bom desempenho com as exportações. Na primeira metade deste ano, o Cepea indica que o faturamento em dólar, com as vendas externas do agronegócio brasileiro, chegou a US$ 87 bilhões, alta de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025.

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Pecuária registrou queda nas vendas de carne bovina em agosto