Diretor da UFSCar de Rio Preto justifica imóvel de R$ 52,1 milhões e prevê até 15 cursos

Diretor da UFSCar de Rio Preto justifica imóvel de R$ 52,1 milhões e prevê até 15 cursos
Diretor do campus de Rio Preto, Danilo Giroldo - Reprodução/TV Câmara

O professor Danilo Giroldo, diretor do Campus da UFSCar em Rio Preto, compareceu à sessão da Câmara nesta terça-feira, 8, para falar sobre a compra, por parte do governo federal, de um imóvel no Jardim Yolanda. No local, perto da rodovia Assis Chateaubriand, funcionava fábrica da 3M.

O presidente Lula visitou o imóvel no sábado, 5, medida incluída em agenda oficial da Presidência em meio à campanha eleitoral. Antes, Lula fez um comício na praça Dom José Marcondes.

O comunicado da aquisição do imóvel ocorreu na última semana, quando a agenda de Lula em Rio Preto foi oficialmente confirmada.

Na Câmara, Giroldo falou sobre o valor do prédio, de R$ 52,1 milhões, a vantajosidade da medida, a previsão de reforma do local e ampliação de cursos atualmente disponíveis no campus da Universidade Federal de São Carlos em Rio Preto.

“Pode ter parecido um pouco abrupto, mas foi conduzido em quatro meses e meio”, disse o diretor. O presidente da Câmara, Luciano Julião (PL), autorizou o uso da tribuna durante a sessão, após solicitação do vereador João Paulo Rillo (PT).

De acordo com o diretor, lei aprovada na Câmara em 2024, no governo do ex-prefeito Edinho Araújo (PRD), autorizou a doação de uma área para a implementação da UFSCar. “Havia limitações de infraestrutura básica e acesso à área”, disse.

Giroldo afirmou, ainda, que, no governo do Coronel Fábio Candido (PL) tratativas seguiram para que a universidade ficasse em frente ao antigo IPA, perto da rodovia Washington Luís, em área que seria da Unesp, mas que ocorreram divergências jurídicas. O diretor afirmou nutrir respeito pelo prefeito e defendeu manutenção de parcerias.

De janeiro a abril, segundo o diretor, foi realizada avaliação sobre ficar em uma área penhorada pela União, mas partiu-se para a ideia de prospecção de algum local.

“Essa preparação precisa ser restrita para que o processo possa avançar”, disse Giroldo, sobre a falta de divulgação do assunto. Segundo o diretor, o então secretário de Planejamento, Mauro Alves, foi comunicado dessa decisão. Também citou Orlando Bolçone.

Todos os detalhes da aquisição do imóvel, com valor definido pela Caixa Econômica Federal, e pareceres de variados órgãos do governo federal estão disponibilizados no Portal Nacional de Contratações Públicas. “Qualquer cidadão que quiser acessar pode acessar, são mais de 200 páginas que comprovam essa vantajosidade.

O diretor afirmou que o local possui infraestrutura, como auditório de alto nível e poço artesiano, que pode resultar em economia de R$ 10 milhões que teriam de ser investidos.

“São 11 mil metros quadrados, área privilegiada, com possibilidade de ampliação em um terreno de 25 mil metros quadrados”. “Há possibilidade de expansão”, disse.

Ampliação

Segundo o diretor, licitação para as adequações do espaço deve ser disparada entre o final deste ano e o início de 2027.

Giroldo disse que, a partir do segundo semestre de 2027, o campus deve estar em atividade. Atualmente, a UFSCar funciona no Instituto Federal.

São três cursos de bacharelado em Ciência, Tecnologia e Inovação; Ciências e Humanidades; e Artes, com 30 estudantes para cada um desses cursos. Depois que eles concluem, podem ingressar em novo ciclo, de Artes Cênicas, Produção Cultural, Arquitetura e Urbanismo (com ênfase em habitação social), Serviço Social, Inteligência Artificial e Ciência de Dados, e Engenharia de Manufatura e Design.

Atualmente, de acordo com o diretor, são 32 professores e chegarão a 50 em 2027. Giroldo disse que o projeto prevê no total 180 professores e, se isso ocorrer, haverá ampliação de cursos.

“A gente acha que pode chegar pelo menos a 15. Aí vai se revisitar nossos estudos, vai se abrir uma nova rodada de diálogo. A gente acha que de 12 a 15 cursos é possível”, disse o diretor.