Fechamento de creche em Rio Preto gera protesto de pais
O fechamento da creche municipal Chapeuzinho Vermelho, em funcionamento desde 1957 na rua Independência, em Rio Preto, pegou várias famílias de surpresa. Pais estão mobilizando um abaixo-assinado contra a medida.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a decisão foi tomada após avaliação técnica da Supervisão de Ensino, que apontou a necessidade de intervenções estruturais de maior porte na unidade e recomendou a reorganização do atendimento em outras unidades.
Atualmente, a Chapeuzinho Vermelho atende 60 crianças, com idades entre zero e 2 anos e 11 meses. O atendimento, segundo a pasta, será encerrado a partir do ano letivo de 2027.
Mãe de uma criança de 1 ano, a secretária Marcela Becerra afirma que o deslocamento para outras unidades vai prejudicar trabalhadoras como ela, que podem comparecer rapidamente na creche, frente a qualquer imprevisto.
“Meu filho usa bombinha para bronquite e as professoras não podem administrar o medicamento. Como meu trabalho fica a três quarteirões da creche, vou a pé até lá quando é preciso. Qualquer outra unidade exige que eu me desloque de carro”, lamenta.
Marcela confirma os problemas estruturais do prédio, que já tem 69 anos de construção e foi inaugurado pelo prefeito Alberto Andaló.
Em junho, um grupo de pais esteve no gabinete do vereador Klebinho Kizumba (PL), para solicitar apoio no pedido de reforma da unidade.
“Entre os principais problemas relatados destacam-se os constantes episódios de inundação em períodos chuvosos, ocasionando transtornos às atividades escolares e riscos à integridade física dos alunos e funcionários. Além disso, a unidade apresenta insuficiência de ventilação nas salas de aula”, consta no ofício.
Segundo a Educação, a demanda da unidade será absorvida pela Escola Municipal Professora Doutora Maria Dalva Silva Pagotto, na região da Redentora. “A nova unidade contará com berçários, solários integrados às salas, playground, refeitório, espaço adequado para lactação e preparo de alimentos dos bebês, além de ambientes mais amplos e adequados às diferentes faixas etárias”, garante a pasta.

Redação 



